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Um novo nome... Só com Deus.... Por uma Identidade de Justiça

"Jacó foi a seu pai e disse: Meu pai! Ele respondeu: Fala! Quem és tu, meu filho? Respondeu Jacó a seu pai: Sou Esaú, teu primogênito...
Jacó chegou-se a Isaque, seu pai, que o apalpou, e disse: A voz é de Jacó, porém as mãos são de Esaú." Gênesis 27.18-19,22

Depois desses acontecimentos, Jacó chegou a Harã, terra onde habitava Labão, irmão de sua mãe Rebeca, e começou o seu sofrimento. Durante os vinte anos em que esteve lá, trabalhando para seu tio-sogro, foi-lhe imposta, por meio de logro, uma esposa que ele não desejava, assim como também conseguira a bênção de seu pai, Isaque, por meio do logro. Colheu exatamente o que havia semeado.
Ainda assim, o Senhor o abençoou, de forma que se tornou mais rico que o seu próprio patrão.

As conquistas de Jacó foram fundamentadas na mentira. Embora tenha ele construído família e bens, carregou, durante aproximadamente 20 anos, a marca do engano, pois era um homem vazio, inseguro e apegado ao que havia conquistado, a ponto de ser atormentado pelo medo de seu irmão reencontrá-lo e tomar tudo o que havia adquirido ao longo de sua trajetória.

Jaco então orou: "...Deus de meu pai Abraão e Deus de meu pai Isaque, ó Senhor, que me disseste: Torna à tua terra e à tua parentela, e te farei bem; sou indigno de todas as misericórdias e de toda a fidelidade que tens usado para com teu servo; pois com apenas o meu cajado atravessei este Jordão; já agora sou dois bandos. Livra-me das mãos de meu irmão Esaú, porque eu o temo, para que não venha ele matar-me e as mães com os filhos. E disseste: Certamente eu te farei bem e dar-te-ei a descendência como a areia do mar, que, pela multidão, não se pode contar." Gênesis 32.9-12

Na oração acima, podemos sentir o desespero e angústia de Jacó, que tinha o conhecimento de que "A riqueza é inútil no dia da ira, mas a justiça liberta da morte. A justiça aplana o caminho dos íntegros, mas o injusto cai por sua injustiça. A justiça salva os retos, mas os traidores são apanhados na própria cobiça. Quando o injusto morre, sua esperança desaparece, e a esperança nas riquezas também desaparece. O justo escapa do aperto; o injusto cai em lugar dele." (Provérbios 11. 4-9)

Por isso Jaco reclamou de Deus o cumprimento da Sua aliança. Nem sempre, em nossas orações, apenas devemos exprimir os nossos queixumes e tormentos, mas, sobretudo, devemos reclamar os direitos e privilégios que temos com Deus por causa de uma aliança maior feita através do Senhor Jesus Cristo. Se Jacó obteve a vitória com Deus, porque reivindicou as promessas feitas numa aliança, muito mais os verdadeiros cristãos têm o direito de receber todas as bênçãos prometidas, desde Abraão até o Senhor Jesus Cristo, pela fé!

Em seguida, tomando as suas duas mulheres, as duas servas e os onze filhos, fê-los atravessar o vau do Jaboque (vau é um determinado lugar do rio onde se pode atravessar a pé. O rio Jaboque nasce na atual Amã, percorre cerca de duzentos e cinquenta quilômetros e desemboca no rio Jordão):

"ficando ele só; e lutava com ele um homem, até ao romper do dia. Vendo este que não podia com ele, tocou-lhe na articulação da coxa; deslocou-se a junta da coxa de Jacó, na luta com o homem. Disse este: Deixa-me ir, pois já rompeu o dia. Respondeu Jacó: Não te deixarei ir se me não abençoares. Perguntou-lhe, pois: Como te chamas? Ele respondeu: Jacó. Então, disse: Já não te chamarás Jacó, e sim Israel, pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste. Tornou Jacó: Dize, rogo-te, como te chamas? Respondeu ele: Por que perguntas pelo meu nome? E o abençoou ali." Gênesis 32.24-29

Isto era mais Deus lutando com Jacó, do que Jacó lutando com Deus. Era o Filho do homem, o Anjo da Aliança — era Deus em forma humana, lutando para expulsar de Jacó sua velha vida. Verdade é que há muitas conjecturas a respeito deste episódio entre Deus e Jacó, e não temos ainda uma definição clara a respeito. O que se pode constatar, evidentemente, é que de fato houve uma manifestação profunda de coragem e fé por parte de Jacó em relação a Deus através de uma luta, não corporal, é claro, mas de oração perseverante e de insistência, capaz de mover a mão de Deus na sua direção, e fazê-lo vitorioso.

Esta será sempre uma cena típica de uma vida transformada. A mudança do nome de Jacó significava a mudança de toda a sua vida em relação ao futuro dos seus descendentes, porque todos eles iriam conquistar as bênçãos de Deus, ou seja, tudo aquilo que lhes fora prometido em função de Israel, assim como ele, Israel recebeu as bênçãos em função de Abraaão e Isaque.

Se Deus nos tem chamado para um plano mais alto e melhor, teremos que passar pela hora de crise. Hora em que todos os recursos humanos falham; hora em que enfrentamos, ou ruína, ou algo superior a tudo com que sonhamos; hora em que precisamos da infinita ajuda de Deus! Contudo, sabemos que, antes de podermos ter essa ajuda, precisamos desistir de alguma coisa; precisamos render-nos completamente; precisamos abandonar nossa própria sabedoria, força e justiça, e tornar-nos pessoas crucificadas com Cristo e vivas nEle! Pois bem,volte-se para o Deus de Jacó! Lance-se totalmente a Seus pés. Morra para a sua própria força e sabedoria, abandone-se em Seus braços amorosos, e depois levante-se, como Jacó, pela força e suficiência de Deus.

Não faz nenhuma diferença se o homem é circuncidado ou não; o importante é que ele seja uma nova pessoa. [Gálatas 6.15, NTLH]

O Senhor Jesus não despreza o velho, mas anuncia o novo. Ele fala de veste velha e de veste nova, de vinho velho e de vinho novo, de odres velhos e de odres novos. Se alguém tirar um pedaço de veste velha para consertar a nova, perderá as duas. Se alguém colocar vinho novo em odres velhos, perderá os dois (Lc 5.36-39).

Na reunião do Cenáculo, Jesus menciona duas coisas novas: a nova aliança por meio do seu sangue (Mt 26.27-28) e o novo mandamento, que é a prática do amor (Jo 13.34).

Por causa de Jesus e do evangelho anunciado por ele, muitas coisas se tornam novas. Há um novo cântico (Ap 5.9), uma nova criatura (2Co 5.17), um novo nome (Ap 2.17), novos céus e nova terra (2Pe 3.13; Ap 21.1), a Nova Jerusalém (Ap 3.12; 21.2) e um novo caminho (Hb 10.20).

Se alguém está em Cristo, é nova criatura, pois, por força da conversão, “as coisas antigas já passaram se fizeram novas” (2Co 5.17). A história acabará com os novos céus e a nova terra!

Essa é a ideia principal com relação às bênçãos de Deus para os cristãos que tomaram o nome do Senhor Jesus como a chave da Porta do Trono do Altíssimo. Significa dizer que, através desse Nome, tornamo-nos filhos e herdeiros de Deus da mesma forma dos israelitas, que se acharam com o direito de possuir Canaã pela promessa feita aos patriarcas Abraão, Isaque e Israel.

O episódio de Jaco não se limita apenas ao seu reencontro com Esaú, pois que este aceitou a paz com Jacó a ponto de confessar ter visto o rosto dele como se tivesse contemplado o semblante de Deus, mas, além disso, a mudança do seu próprio nome, uma vez que Jacó significa "usurpador", em virtude de ter usado a astúcia e o logro para ficar com o direito de primogenitura de seu irmão. Já Israel significa "aquele que luta com Deus", portanto, um grande nome.

"Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vencedor, dar-lhe-ei do maná escondido, bem como lhe darei uma pedrinha branca e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe." Apocalipse 2.17.

Mais uma promessa para os vencedores: o maná escondido. O Senhor Jesus ensinou aos Seus discípulos que "Este é o pão que desce do céu, para que todo o que dele comer não pereça. Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo, é a minha carne (...). Este é o pão que desceu do céu, em nada semelhante àquele que os vossos pais comeram, e, contudo morreram: quem comer este pão viverá eternamente." João 6.50-58. Daí, o maná escondido ser o próprio Senhor Jesus Cristo!

A pedrinha branca, na Antiguidade, foi empregada de muitas formas e com muitos simbolismos. Por exemplo: Quando um júri entregava ao réu uma pedrinha branca, significava a sua absolvição. É muito provável que seja essa a interpretação mais aproximada do sentido da pedrinha branca. Já um novo nome, nós encontramos no caso de Abrão, que foi mudado para Abraão; Sarai, para Sara; e o próprio Jacó, para Israel. Todos dando sentido de grandeza pela bênção recebida de Deus. Consequentemente, isto pode dar uma visão mais clara para se interpretar a pedrinha branca com um novo nome. É possível que ainda não se tenha conseguido um significado exato da pedrinha branca com um novo nome, porém, sabemos que aqueles que permanecerem fiéis até a morte, herdarão a vida eterna. Ressuscitarão dentre os mortos com um novo corpo glorificado, tal qual o Senhor Jesus Cristo.

Ficando ele só; e lutava com ele um homem até ao romper do dia. (Gn 32.24.)
Deus sabe levar-nos a essa crise, e sabe fazer-nos atravessá-la.

Jacó não perdeu a oportunidade de estar face a face com o Anjo e lutou com ele a noite toda pela troca de sua identidade, ou seja, pela libertação do espírito do engano e do seu próprio eu.

A única saída desse seu poço estreito é no topo. Você precisa obter livramento, elevando-se a um plano mais alto e entrando numa nova experiência com Deus.

Que Deus nos oriente, na Fé!

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