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O INVEJOSO

Inveja é um sentimento humano natural, porém não deixa de ser diabólico. Por isso, deve ser controlado. Às vezes me considero um invejoso. Explico. Quando gosto muito de algo que alguém idealizou, construiu, realizou, logo me vejo aborrecido por não ter sido eu a ter aquela ideia antes. Poxa, eu mereço. E se não souber controlar essa obsessão, a inveja certamente me fará mal. Caim não soube, e deu no que deu. 

Outubro é o mês da REFORMA PROTESTANTE.

Penso que Lutero, assim como eu quando vejo uma boa ideia, tomou-a para si. Ele mesmo afirmou “as rendas de todo o reino cristão estão sendo sugadas por esta insaciável basílica”. Não parece invejoso?! 

Eu olho, adapto, melhoro, enfim: reformo.

Neste processo de reforma verifico, padrões, adaptações que pretendo estabelecer e trago em mente o modelo, montado e construído a partir daquilo que vi, observei e provei. 

Em seu tempo, Lutero não foi o único que fez uso de suas próprias preferências e princípios, para conceber que a igreja precisava de uma reforminha. 

É certo que a Reforma iniciada por Lutero causou inveja a outros. Principalmente a seus compatriotas que, agora na basílica sem paredes de Lutero, viram-se livres para atacar, saquear e matar. “O justo viverá pela fé”. Agora era a inspiração que tinham os camponeses. 

504 anos passados, outras denominações religiosas, em muito inspiradas nos princípios luteranos, copiaram, adaptaram e melhoraram aquilo que se iniciou em 1517. Problema é que eles, em boa medida, pararam no tempo. E em 1977 surge, o Bispo Edir Macedo e a Universal. Com uma visão de futuro, um novo olhar para o mundo cotidiano. Nada contra os tradicionais. Porém, desde lá continuamos a pensar que foi a melhor coisa que aconteceu desde Lutero.

Reformar custa, pois, o passado exige fidelidade. Acomodar-se é mais fácil que criar ou reformar. O demônio sobre o qual tanto Lutero escreveu quer isto, impondo regras e mais regras que nos infantilizam. Nos falta algo para seguir a Reforma de Lutero. Coragem e atitude.

Assim, descobri o que eu tinha e muitos ainda tem contra a Universal: inveja

Como forma de controle eu decidi fazer parte. E que honra ser parte dessa Obra.

"E também nos regozijamos nas tribulações, porque sabemos que ensinam a persistência. Depois a persistência fortalece-nos o carácter, e ajuda-nos para que a nossa esperança se torne forte. E nessa esperança não ficaremos desiludidos"

Romanos 5:3

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Os Protestantes protestam contra o que mesmo?

É ate natural dizer por aí de que os protestantes são aqueles que protestam contra a igreja católica romana e suas doutrinas. Tendo em vista o grande símbolo da Reforma ser o dia em que  Martinho Lutero afixou suas 95 teses na porta da catedral de Wittenberg,contradizendo  objetivamente as indulgências praticadas pela igreja. 

 O protesto não foi exatamente contra a igreja católica romana, e sim contra o império e a imposição da religião. Segundo o historiador Philip Schaff diz que o protesto de Espira foi, “objetivamente, baseado na Palavra de Deus, subjetivamente, sobre o direito particular de juízo e consciência e, historicamente, sobre a decisão libertária da Dieta de 1526”. Não foi, então, um protesto contra a igreja católica, mas contra a imposição religiosa por parte do império e em defesa do direito de cada região estabelecer a sua própria religião, em suma, a favor da liberdade religiosa.

É verdade que na Europa do século 16 e até os dias de hoje, as igrejas protestantes são um tanto ambivalentes no que se refere à liberdade religiosa. Ora são perseguidas, ora são perseguidoras.

Mesmo assim, André Biéler, um pastor suíço e doutor em ciências econômicas, escreve que o protestantismo é “um fermento revolucionário, semente de liberdade que libera o homem dos conformismos religiosos, sociais, e políticos e o encoraja a iniciativas benéficas que lhe sugere o Evangelho.” 

Fato é que os protestantes não protestaram exatamente contra a igreja católica, mas contra a imposição religiosa do poder civil e em favor da liberdade religiosa.

 Hoje quinhentos anos depois é possível dizer que vivemos numa sociedade mais religiosamente tolerante? Certamente houve muitos avanços. Embora o protestantismo tenha encontrado no Brasil um campo cristão hostil, sofrido perseguição, enterrado seus mártires, e, mesmo assim, se consolidado com um projeto não só catequético como também social e educacional, trazendo uma contribuição construtiva para a sociedade, se calou e se acanhou muitas vezes quando deveria levantar a voz de seu protesto. Atualmente, anda calado, exceto pelos embates polêmicos populares em redes sociais. É preciso continuar protestando, não em favor dos interesses particulares e estritamente morais ou religiosos, mas em defesa de uma sociedade mais justa e igualitária.

 Notas:
1. Boisset apud Klein, Carlos J. História e pensamento da Reforma. Londrina: Eduel, 2014, p. 41.
2. Schaff, Philip. History of the Christian Church. Vol VIII: Modern Christianity. The Swiss Reformation. Grand Rapids: Christian Classics Ethereal Library, 1998b, p. 548.
3. Schaff, 1998b, p. 154.
4. Schaff, Philip. History of the Christian Church. Vol VII: Modern Christianity. The German Reformation. Grand Rapids: Christian Classics Ethereal Library, 1998a, p. 43.
5. Biéler, A. A força dos protestantes. S. Paulo: Cultura Cristã, 1999, p. 37.
6. Revista Ultimato

Um pouco sobre a Reforma Protestante

Está semana, um movimento muito importante para o Evangelho comemora 500 anos: a Reforma Protestante. Criado então um “antes” e “depois” a maneira como se pensavam sobre a Bíblia.

Liderado por Martinho Lutero, um estudioso da Bíblia que vivia na Alemanha, no século 16. Certo dia, ao meditar sobre trechos do Novo Testamento, Lutero compreendeu um conceito importante: o justo vive pela fé – algo diferente do que era ensinado para as pessoas naquela época. 

Assim destaca a “Bíblia de Estudo da Reforma”,que na edição comemorativa aos 500 anos, que traz um rico e vasto conteúdo relacionado ao legado desse movimento: “Em contraste com o que Lutero aprendeu sobre a Palavra em sua juventude, ele veio a crer que a Palavra não era sem vida e passiva, mas era realmente viva e vivificadora. Ele viu que, por meio de Sua Palavra, Deus agiu para abençoar e guiar a Sua Igreja. Portanto, Lutero viu o Evangelho da Palavra de Deus como um meio de graça.” 

Para o doutor em ciências da religião e secretário de comunicação e ação social da Sociedade Bíblica do Brasil, Erní Walter Seibert, a contribuição desse movimento foi muito ampla para a humanidade: “Quando a Reforma ocorreu, pensava-se que era apenas uma ruptura na Igreja. Mas, com o decorrer do tempo, observou-se que ela teve outras consequências além do aspecto religioso. Esse movimento mudou os cenários político, econômico e cultural de seu tempo. Hoje, ao celebrar os 500 anos da Reforma, praticamente todas as denominações cristãs e mesmo o mundo secular reconhecem a importância do acontecimento.” 

Antes da Reforma Protestante, a Bíblia era reproduzida em latim – uma língua antiga que poucas pessoas sabiam ler – e apenas os pregadores da Igreja Católica tinham acesso às passagens que havia ali. De modo que, os frequentadores das igrejas não podiam interpretar as orientações dos Textos Sagrados por si próprios. 

O homem por trás da Reforma “Martinho Lutero foi um padre agostiniano que, por sua experiência de fé e estudos da Bíblia deu início a uma das maiores revoluções religiosas, culturais e sociais da história. Ele levava a sério o que aprendia no estudo da Bíblia Sagrada e aplicava isso à vida. Começou falando a respeito da prática das indulgências (clemência, misericórdia), mas levou consistentemente a sua mensagem a vários setores da vida do seu tempo. 

O ponto que considerava mais importante em todo o seu trabalho foi ter traduzido a Bíblia Sagrada para a língua do povo”, explica Seibert. Em 1522, Lutero traduziu e publicou uma versão do Novo Testamento por meio de uma tecnologia de impressão que havia na época, chamada “prensa com tipos móveis”. Isso possibilitou uma produção em larga escala do Texto Sagrado, que se espalhou rapidamente pela população da Alemanha. A tradução completa da Bíblia, por Lutero, foi lançada em 1534 e bem recebida pelas pessoas. 

 “O Meu justo viverá pela fé” 

O bispo Edir Macedo esclarece, no livro “O Espírito Santo”: "A História registra o fato de que Martinho Lutero viveu num convento católico, e tudo o que fazia era na intenção de se purificar diante de Deus. Ainda bem não tinha terminado uma tarefa no convento, logo pegava outra, e mais outra, de sorte que o dia inteiro trabalhava duro na lavagem de pratos, chão, roupas. À noite, estudava a Bíblia e orava. Isso aconteceu durante muitos anos, até que, um dia, quando estava lavando a escadaria do convento, o Espírito Santo falou forte ao seu coração: 'Todavia, o Meu justo viverá pela fé...' (Hebreus 10.38). Então ele imediatamente parou de lavar as escadas e disse consigo mesmo: 'Se o justo vive pela fé, então todo o meu sacrifício manual é em vão!' Tempos depois, abandonou definitivamente a Igreja Católica para ensinar ao povo que a Salvação da alma vem pela fé, e não através de penitências pessoais. Daí nasceu o autêntico cristianismo no mundo, quando as pessoas deixaram de lado as obrigações religiosas para viver apenas pela fé naquilo que o Senhor Jesus realizou por aqueles que nEle creem. Se a Salvação das pessoas ocorresse através das obras de caridade, então o Senhor Jesus não precisaria vir a este mundo, bastava apenas ordenar que se fizesse caridade para a Salvação, e pronto. Mas não, a Salvação das pessoas só é possível quando elas aceitam o sacrifício do Senhor Jesus, somente pela fé.” 

A comunidade protestante tem muito que comemorar neste 31 de outubro.

Que Deus nos oriente na fé!

A Reforma Protestante e sua contribuição à educação moderna

31 de outubro - Dia do Protestante

Há 495 anos esse dia marca o início da Reforma Protestante, promovida por Martinho Lutero e que aconteceu em 1517. O ex-monge Agostino se opôs à venda de indulgências, documentos assinados pelo papa Leão X que garantiam o perdão dos pecados e um lote no céu. A venda de indulgências era promovida pela Igreja Católica do século XVI. Os revolucionários tinham como objetivo o retorno à doutrina e práticas cristãs originais. Para tanto, em 31 de outubro de 1517, Lutero fixou na porta da igreja do castelo de Wittemberg, na Alemanha, 95 teses que pregavam o "retorno às origens do Cristianismo primitivo e da prática sincera e devocional da Palavra de Deus".

“Nenhum aspecto da vida humana ficou intacto, pois abrangeu transformações políticas, econômicas, religiosas, morais, filosóficas, literárias e nas instituições. Foi, de fato, uma revolta e uma reconstrução do norte”, afirma o escritor Eby Frederick.

Na educação, os impactos foram determinantes. Na Idade Média, a igreja era a única responsável pela organização e manutenção da educação escolar. A partir do século 16, surgiram as nações-estados, que se opuseram ao poderio universal do papa e formou-se a classe média.

O historiador e professor da Faculdade de Teologia Metodista, Rev. José Carlos de Souza, explica que o comércio, a atividade pública e as próprias igrejas, entre muitos outros setores, possuíam demandas que requeriam cuidadoso preparo. Toda mudança social traz novos desafios.

“Certamente, por essa razão, Lutero sentiu-se impelido para falar e se pronunciou de modo enfático sobre a necessidade das autoridades civis investirem na educação”, avalia o professor.

Neste contexto, os movimentos da Renascença e da Reforma são precursores de profundas mudanças na concepção de ensino. “A educação começa a visar de modo claro e definido à formação integral do homem, o seu desenvolvimento intelectual, moral e físico”, conta o professor Ruy Afonso da Costa Nunes.

As principais doutrinas defendidas por Lutero


a) Justificação pela fé. Baseado nos ensinos de Paulo, ele ensinava que o homem não é justificado pelas suas obras, mas pela fé em Jesus Cristo.

b) A infalibilidade da Bíblia. Ele considerava a Bíblia infalível e acima de toda e qualquer tradição religiosa. Enquanto a Igreja Católica Romana defendia a ideia de que o papa era infalível e a Bíblia era sujeita à sua interpretação, Lutero afirmava que A Bíblia estava acima do papa, pois ela é a Palavra de Deus inspirada pelo Espírito Santo.

c) Sacerdócio de todos os crentes. Lutero negava o conceito que afirmava ter o papa poderes sobrenaturais como intermediário entre o povo e Deus. Ele defendia a ideia de que todo crente é um sacerdote e tem livre acesso à presença de Deus. Não precisamos de um intermediário, o único intermediário entre o homem e Deus é o Senhor Jesus Cristo.

Os princípios fundamentais da Reforma

a) Supremacia das Escrituras sobre a tradição.

b) A supremacia da fé sobre as obras.

c) A supremacia do povo sobre o sacerdócio exclusivo.


Lutero foi vitorioso?

Sim. Apesar das tentativas para condenarem Lutero, o papa e o Imperador Carlos V não conseguiram. Quando foi convocado a comparecer ao concílio diante do imperador, ele expressou-se destemidamente da seguinte forma: "É impossível retratar-me, a não ser que me provem que estou laborando em erro, pelo testemunho das Escrituras ou por uma razão evidente. Não posso confiar nas decisões de concílios e de Papas, pois é evidente que eles não somente têm errado, mas se têm contraditado uns aos outros. Minha consciência está alicerçada na Palavra de Deus. Assim Deus me ajude. Amém".

Infelizmente, a igreja se desviou dos princípios de Lutero.

Os ideais de Martinho Lutero, deu origem as igrejas protestantes, hoje conhecidas como Igrejas Evangélicas.

No Brasil, o protestantismo foi trazido pelos holandeses entre os anos de 1624 e 1625, tendo sido propagado principalmente entre os índios. Pesquisas recentes mostram o crescimento do protestantismo no Brasil: em 1970, o Censo do IBGE registrava cerca de 4,8 milhões de evangélicos; em 1980, 7,9 milhões; em 1991, 13,7 milhões; em 2000, 26,1 milhões. Segundo o IBGE, se esse crescimento se mantiver estável ao longo dos anos, no ano de 2020, metade da população brasileira será evangélica.

Sabe-se que existe atualmente cerca de 593 milhões de protestantes no mundo. O país mais protestante do mundo é os Estados Unidos da América, com quase 163 milhões de protestantes.

E hoje, a Igreja Universal do Reino de Deus é um simbolo dessa Fé. Fé que salva, Fé que liberta, Fé que cura, Fé que prospera, Fé que transforma. E a cada dia rompendo em Fé.

Que Deus nos oriente,na Fé!

Com informações de RCM e IPRB adaptamos esse texto.
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