Se viver de elegios, morrerá pelas críticas


 É agradável receber elogios. Eles acariciam o seu orgulho e recompensa o seu ego. É também agradável o ato de elogiar. Ele geralmente causa uma reação positiva e aquecedora na maioria dos recebedores.

 Mas, tenha cuidado para não fechar os seus olhos para o caráter e as intenções de quem o fez. Elogios são usados para gratificar a vaidade ou a autoestima de uma pessoa, exagerando as suas características boas e ignorando os seus defeitos. As vezes para obter favores não merecidos ou para servir aos seus próprios interesses (Dn 11:21,32,34). Autoestima e orgulho, traços vulneráveis do "cristão" carnal nestes atuais dias perigosos, são sintomas pecaminosos do coração depravado do homem (II Tim 3:1-2). Afaste-se dos aduladores (Pv 20:19). Discurso que opera a ruína (Pv 26:28; Sl 5:9-10). 

Atualmente, políticos, vendedores , líderes e liderados são aduladores. Ao invés de apresentarem substância, fatos e verdade, eles apresentam a bajulação, efervescência e louvor vazio, amizade insincera e vãs promessas de realizações. Se for sábio reconhecerá esses ofensores, que anseiam pelo seu voto, sua compra, ou seu favor. Os ministros de Deus não lisonjeiam (Its 2:5). Um sábio não permitirá que mintam para ele, nem que seja a respeito de suas virtudes (Pv 14:15)! E evitará as armadilhas óbvias que estão sendo preparadas para ele, e ele evitará a agradável auto decepção do elogio.

Um sábio não lisonjeará, pois ele sabe que é um pecado desprezado (Pv 6:16-19). Em seus relacionamentos em casa, na igreja, no trabalho, escola, faculdade ele tomará todo o cuidado para tratar com fatos e realidade. É uma tentação da nossa geração de riso fácil, frívola e superficial o lisonjear. Todos os homens devem proteger as suas amizades e relacionamentos, de louvor excessivo ou insincero. Pois ele sabe que até títulos bajuladores usados com frequência hoje em dia também são condenados (Jó 32:21-22; Mt 23:5-12)!

A repreensão, por sua vez, é muito melhor, pois contém um objetivo nobre e lucrativo de auxílio aos outros (Pv 28:23).

A repreensão franca é melhor que o amor escondido. As feridas feitas por um amigo sincero são melhores que os beijos de um inimigo. (Pv 27:5-6 NVT)

Que Deus nos oriente, na fé!

O INVEJOSO

Inveja é um sentimento humano natural, porém não deixa de ser diabólico. Por isso, deve ser controlado. Às vezes me considero um invejoso. Explico. Quando gosto muito de algo que alguém idealizou, construiu, realizou, logo me vejo aborrecido por não ter sido eu a ter aquela ideia antes. Poxa, eu mereço. E se não souber controlar essa obsessão, a inveja certamente me fará mal. Caim não soube, e deu no que deu. 

Outubro é o mês da REFORMA PROTESTANTE.

Penso que Lutero, assim como eu quando vejo uma boa ideia, tomou-a para si. Ele mesmo afirmou “as rendas de todo o reino cristão estão sendo sugadas por esta insaciável basílica”. Não parece invejoso?! 

Eu olho, adapto, melhoro, enfim: reformo.

Neste processo de reforma verifico, padrões, adaptações que pretendo estabelecer e trago em mente o modelo, montado e construído a partir daquilo que vi, observei e provei. 

Em seu tempo, Lutero não foi o único que fez uso de suas próprias preferências e princípios, para conceber que a igreja precisava de uma reforminha. 

É certo que a Reforma iniciada por Lutero causou inveja a outros. Principalmente a seus compatriotas que, agora na basílica sem paredes de Lutero, viram-se livres para atacar, saquear e matar. “O justo viverá pela fé”. Agora era a inspiração que tinham os camponeses. 

504 anos passados, outras denominações religiosas, em muito inspiradas nos princípios luteranos, copiaram, adaptaram e melhoraram aquilo que se iniciou em 1517. Problema é que eles, em boa medida, pararam no tempo. E em 1977 surge, o Bispo Edir Macedo e a Universal. Com uma visão de futuro, um novo olhar para o mundo cotidiano. Nada contra os tradicionais. Porém, desde lá continuamos a pensar que foi a melhor coisa que aconteceu desde Lutero.

Reformar custa, pois, o passado exige fidelidade. Acomodar-se é mais fácil que criar ou reformar. O demônio sobre o qual tanto Lutero escreveu quer isto, impondo regras e mais regras que nos infantilizam. Nos falta algo para seguir a Reforma de Lutero. Coragem e atitude.

Assim, descobri o que eu tinha e muitos ainda tem contra a Universal: inveja

Como forma de controle eu decidi fazer parte. E que honra ser parte dessa Obra.

"E também nos regozijamos nas tribulações, porque sabemos que ensinam a persistência. Depois a persistência fortalece-nos o carácter, e ajuda-nos para que a nossa esperança se torne forte. E nessa esperança não ficaremos desiludidos"

Romanos 5:3

#reformaprotestante 

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O ciúmes, sua origem e prevenção.

  Falar sobre o “Ciúme”, num contexto bíblico pode parecer complexo, pois este sentimento que, conforme dicionário significa: “estado emocional que envolve um sentimento penoso de exclusividade”. O ciúme está intimamente ligado à inveja no momento que produz desgosto ou tormento a um indivíduo, por ele não possuir algo que pertence à outra pessoa.

Aristóteles definia ciúmes como o desejo de ter o que outra pessoa possui. Outro significado de ciúme nos informa do cuidado e zelo de Deus, que em sua infinita misericórdia, Ele têm, sim, ciúmes no sentido de castigar, mas, de forma diferente ao homem, é um castigo provocado por ciúmes que levam ao zelo, ao ciúme de forma corretiva a fim de preservar e cuidar daquilo que é Seu, porque Ele tem e demonstra misericórdia a Seu povo em Seu infinito amor. (Tg.4.5)

O Ciúme pode sim ser perigoso, na igreja, nos relacionamentos afetivos e até profissionais.

Pois o ciúme é sempre seguido de contenda: Quando nos magoamos por causa daquilo que outros conquistaram, quer financeiramente, quer na reputação, nos tornamos arrogantes contra o nosso irmão (Tiago 3:14). O ciúme dos coríntios para com os pregadores gerou contenda e divisão (1 Coríntios 3:3-4). Os irmãos ciumentos estão associados com a contenda, com a ira, com as disputas, as maledicências, a difamação, a arrogância e as perturbações (2 Coríntios 12:20). O ciúme e a inveja levaram os irmãos de José a querê-lo morto (Gn. 37.11); geraram a rebelião de Coré que, além de levita, desejava o sacerdócio (Nm.16.10); levaram Caim a matar Abel, ocasionada pelo sentimento de ciúme que Caim tinha de Abel em relação a Deus; o Sinédrio a matar Jesus e aprisionar os apóstolos.

Muito embora às vezes pareça inofensivo, o ciúme traz grandes prejuízos aos relacionamentos.

Principalmente aos casais, aos pais e filhos, entre amigos, que por amar demais acabam sufocando a outra pessoa com desconfianças e atitudes possessivas. Esse tipo de comportamento não deve estar associado à vida dos cristãos. 

Nós sabemos que o Senhor cuida daquele que amamos e que o verdadeiro amor exige confiança. Não podemos amar alguém e não confiar nela, pois amar exige confiança, da mesma forma que não devemos tratar as pessoas como nossa propriedade temos o dever de cuidar, mas não de aprisionar. 

“O amor Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal”. I Cor. 13:5.

Você se imagina guiando sua vida a partir da vida do outro, por mero ciúme?

Salomão reconheceu a inutilidade desse pecado quando disse: “Então vi que todo trabalho e toda destreza em obras provêm da inveja do homem contra o seu próximo” (Ecl. 4:4). Tentar “seguir o padrão de vida do vizinho, do colega de trabalho, do companheiro de fé” é um pecado que não somente nos impedirá de ir para o céu, mas também mesmo nesta vida nos tirará a satisfação, realização, gozo, alegria. (Filipenses 4:12-13).

Por fim como podemos se prevenir contra o ciúme?

“Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram. Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos” (Romanos 12:15-16). “Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes, não pagando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo” 1 Pe. 3:8-9

Logo podemos compreender que a prevenção ao ciúmes é a prática do amor e a promoção da paz. “Ora, é em paz que se semeia o fruto da justiça, para os que promovem a paz” (Tiago 3:18). Todos procuramos ceifar uma colheita resultante da boa vida, mas as sementes que produzem essa colheita jamais podem brotar numa atmosfera que não seja aquela com os relacionamentos corretos e tratados pelo Espirito Santo.

Que Deus nos oriente, na fé!

Injustiça, perseguição ou consequências?!

O sentimento de injustiça ocorre por diversas razões. Seja porque o chefe não reconhece o seu trabalho, em decorrência daquela demissão sumária, por alguém não lhe dar o merecido valor ou quando foi apanhado por uma daquelas surpresas desagradáveis da vida. Isso só para citar alguns exemplos.

Tu não és um Deus
que tenha prazer na injustiça;
contigo o mal não pode habitar.
Salmos 5:4

A perseguição por sua vez se da pela ação ou efeito de perseguir, ou pela falta de tolerância dirigida a determinado grupo social, organização, coletividade,  perseguição política. Ação ou comportamento da pessoa que age na intenção de perseguir, prejudicar ou coibir algo ou alguém.
Quantas não são as vezes que este sentimento surge em nosso coração. Não é mesmo? Pois Deus promete que:
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Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa.
Mateus 5:11 | 

Já consequência, é resultado, o efeito, a sequela, por conseguinte, em sequência, em seguimento, à vista disso, graças, devido, por causa.

Então!!

Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear isso também colherá.
Gálatas 6:7

Deus "retribuirá a cada um conforme o seu procedimento". Ele dará vida eterna aos que, persistindo em fazer o bem, buscam glória, honra e imortalidade. Mas haverá ira e indignação para os que são egoístas, que rejeitam a verdade e seguem a injustiça. Haverá tribulação e angústia para todo ser humano que pratica o mal: primeiro para o judeu, depois para o grego; mas glória, honra e paz para todo o que pratica o bem: primeiro para o judeu, depois para o grego. Pois em Deus não há parcialidade.
Romanos 2:6-11

E agora o que está acontecendo comigo é injustiça, perseguição ou consequências?!

É bom saber distinguir!!


 

O SONHO DE MARTIN LUTHER KING E DE TODOS OS CRISTÃOS .

Em 1963, Martin Luther King, pastor batista e ativista pelos direitos dos negros e das mulheres, realizou seu famoso discurso pela luta contra a discriminação e segregação racial, “I have a dream”, na Marcha de Washington pelo Trabalho e a Liberdade. Mais de cem anos após a abolição da escravidão, mesmo com uma Constituição que garantia o direito de igual­dade entre todos os americanos, os Estados Unidos ainda viviam e alimentavam um sistema racista.
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Luther King tinha um sonho de justiça racial e liberdade para seu país. Porém, mais do que leis que garantissem tal justiça, o pastor batista sonhava com a verdadeira fraternidade entre brancos e negros. A fraternidade que resulta do sangue de Cristo, “Porque Ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um” (Ef 2.14 ARA), a fraternidade que abole toda inimizade.
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King sonhava com a promessa de que, um dia, todo vale seria exaltado e toda colina e montanha seria derrubada, os lugares tortuosos seriam endireitados e, então, a Glória do Senhor se manifestaria a toda carne (Is 40.4). Ele chamava negros e brancos a não viverem somente em harmonia como cidadãos americanos. Convocava os americanos a viverem o arrependimento de seus pecados, a aliança do Senhor pelo sangue de Cristo e a comunhão dos santos.
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Os cristãos são chamados ainda hoje a viver esse sonho, essa esperança. De uma fraternidade plena em Cristo, do arrependimento de homens e mulheres, da justiça, do fim de toda e qualquer desigualdade e, também, do racismo, onde quer que ele se manifeste. Assim como o apóstolo Paulo en­corajou aos irmãos da Galácia, que nós “…não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos” (Gl 6.9).
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“Com esta fé [em Cristo] nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade.”
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Por @nathashalb.

De Ultimato
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#BlackLivesMatter #vidasnegrasimportam

Pandemia, o Juízo e a Graça de Deus.

Associar o juízo de Deus à pandemia satisfaz as mentes curiosas, mas não faz justiça ao quadro completo, e complexo, das escrituras. A Bíblia traduz a história da salvação, e não um manual de explicação dos desastres. A mensagem da igreja é sobre o Deus que transtorna, ou desorganiza, as condições trágicas, porque é chegada a salvação. 

Salvação e o juízo precisam ser entendidos a partir do sacrifício de cruz, e só a partir dele pode-se ter, também, uma compreensão correta sobre Deus. Não se trata de omitir o juízo na proclamação do evangelho pleno, mas de fazê-lo convergir a Cristo e à cruz, ou seja, subordiná-lo à grandiosidade da graça de Deus e de sua misericórdia. A riqueza do evangelho encontra-se no anúncio das “coisas boas”, como nos lembra o apóstolo Paulo:

Mas como chamarão por ele aqueles que ainda não crêem nele? E como hão-de crer nele se nunca ouviram falar dele? E como ouvirão a seu respeito se ninguém lhes falar dele? E como irá alguém para lhes falar se não for enviado? É disso que falam as Escrituras quando dizem: Como são belos os pés daqueles que anunciam boas novas.” (Rm 10.14-15)

O que podemos enfatizar, valorizar – e temos toda confiança em afirmar – é que Deus enviou a Vida, não a morte, e deseja que todos se salvem. Ele vence o mal e transforma campos de tragédias em campos de paz. Faz todo sentido anunciar a soberania de Deus, pois ela faz brotar o bem a partir das tragédias, guerras, pestes e mortes. Estas últimas são próprias da condição humana e só uma vontade sobrenatural e suprema pode vencê-las.

Não cabe à igreja de Cristo o papel do meirinho (funcionário da justiça) a serviço do cumprimento de uma ordem de prisão, ou de exílio. A oportunidade atual da igreja é semelhante à de um embaixador, que anuncia aos refugiados a vinda de um avião, ou navio de resgate.

A visão correta da soberania de Deus faz a igreja do SENHOR enxergar que o criador dos céus e da terra manda também a salvação, utiliza seu poder para resgatar, para criar oportunidades de êxodo. Pragas, pestes, guerras são da condição humana.

A visão extraordinariamente linda do profeta Isaías sobre a soberania de Deus é o incentivo para a igreja agir, enfrentando o medo e a paralisia:

Por que dizer-te então, ó Jacó, por que repetir, ó Israel: Escapa meu destino ao Senhor, passa meu direito despercebido a meu Deus?
Não o sabes? Não o aprendeste? O Senhor é um Deus eterno. Ele cria os confins da terra, sem jamais fatigar-se nem aborrecer-se; ninguém pode sondar sua sabedoria.
Dá forças ao homem acabrunhado, redobra o vigor do fraco.
Até os adolescentes podem esgotar-se, e jovens robustos podem cambalear,
mas aqueles que contam com o Senhor renovam suas forças; ele dá-lhes asas de águia. Correm sem se cansar, vão para a frente sem se fatigar
.” (Is 40.27-31)

A situação atual pode sugerir, para alguns, os temas da ira e do juízo, mas a questão mais importante do momento é o valor da vida. E esta abordagem não atenta para isto. O que vai, de fato, recomendar o evangelho ao mundo são os sinais da graça, os gestos a favor da vida, a solidariedade, o amor que se entrega e a chegada do resgate quando tudo parecia desesperança e impotência.

Adaptado de Ultimato.

Páscoa

“Quando o Senhor passar pela terra para matar os egípcios,verá o sangue na viga superior e nas laterais da porta e passará sobre aquela porta”. (Êxodo 12.23)

Deus deu instruções claras sobre a décima e última praga. Por volta da meia-noite ele atravessaria o Egito exercendo juízo, e todos os primogênitos de todas as classes sociais morreriam.

Os israelitas, porém, seriam poupados. Para isso, cada família deveria sacrificar um cordeiro de um ano, sem defeito. O sangue do cordeiro deveria ser passado na viga superior e nas laterais das portas de suas casas, e ninguém poderia sair de casa até o amanhecer. Naquela noite Deus passaria pelo Egito, mas ao vir o sangue, passaria por cima daquela casa, protegendo-a. A festa da páscoa marcaria o começo do calendário anual dos israelitas e deveria ser celebrada anualmente.

Para os cristãos, Jesus Cristo é “o Cordeiro de Deus”, acerca de quem podemos afirmar: “Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado. Por isso, celebremos a festa” (1Co 5.7-8). Podemos aprender muitas verdades com essa história. A primeira é que o Deus que julga é também o Deus que salva.

O Deus que atravessou o Egito para julgar os primogênitos é o mesmo Deus que passou por sobre as casas dos israelitas, protegendo-os da morte. Não podemos caracterizar o Pai como Juiz e o Filho como Salvador. É o mesmo e único Deus que nos salva do juízo através de Jesus Cristo.

A segunda verdade é que a salvação foi (e é) por substituição. Os únicos primogênitos poupados foram aqueles em cujas casas um cordeiro primogênito havia sido sacrificado. Terceira, o sangue do cordeiro deveria ser aspergido depois de derramado. Cada família deveria se apropriar individualmente da provisão divina. Para que a família fosse salva Deus precisaria antes ver o sangue.

A quarta verdade é que todas as famílias resgatadas passaram a pertencer a Deus. Suas vidas agora pertenciam a ele, da mesma forma que nossas vidas pertencem ao Senhor. E a consagração leva à celebração. A vida do povo redimido de Deus é uma festa contínua, expressa ritualmente na Eucaristia, a festa cristã de ação de graças.

Para saber mais: Apocalipse 5.6-14

De: Ultimato

O Nome de DEUS

Deus não revelou Seu Nome quando chamou Abraão. Apenas o mandou deixar sua terra, sua parentela e a casa de seus pais para ir para uma terra distante. A obediência incondicional de Abraão deu origem a uma parceria que, mais tarde, viria estabelecer o referencial do Único e Verdadeiro Deus: o Deus de Abraão.
Na chamada de Moisés não houve as mesmas características da de Abraão. Ele resistiu à convocação. E um dos pretextos foi querer saber o Nome de Deus. Mas o Senhor Se identificou dizendo: Eu Sou o que Sou. Isto é, Ele não revelou Seu Nome. Essa frase O identifica como Autoexistente, Eterno.
No manuscrito original, a frase Eu Sou o que Sou é chamada de tetragramatom – palavra formada pelo grupo de quatro consoantes: YHWH, no hebraico e JHVH, na língua portuguesa.
Diante da impossibilidade de se pronunciar tal Nome, no quinto ou sexto século depois de Cristo, um monge católico acrescentou as vogais e, o, a. E, desde então, JHVH tornou-se Jeová. O mesmo se deu em relação à língua hebraica: Javeh. Tal mudança removeu o sentido original e fez nascer o nome de mais um deus – Verdadeira heresia, do ponto de vista da minha fé. Recuso-me a aceitá-los.
Mas o fato é que até o nascimento de Jesus nenhum patriarca, profeta ou líder espiritual de Israel, por mais santo e íntimo de Deus, recebeu a revelação do Nome de Deus. Nem mesmo Noé, Jó ou Daniel! (Ezequiel 14:14, 20)
O Nome de Deus sempre foi e ainda é uma incógnita para muitos. Mesmo os mais fiéis e fervorosos heróis da fé do passado não tiveram acesso a Ele. Invocavam Deus como Senhor, Senhor Deus, Eterno, Deus Justo, Altíssimo, Criador, etc. Porém, Seu Eterno e Poderoso Nome nunca foi revelado até a vinda de Jesus. E o primeiro mortal a conhecê-Lo não foi nenhum ilustre vulto da sociedade, mas um homem simples do povo, descendente de Abraão.
Tal revelação se deu assim:
“Ora… estando Maria desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo. Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente. Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e lhe porás o Nome de Jesus, porque Ele salvará o seu povo dos pecados deles.” (Mateus 1.18-21)
O Nome de Deus não pode ser considerado como o nome do ser humano, haja vista que Ele insere algo infinito, em termos de poder e autoridade, muito além da imaginação humana.
Apesar de o Nome Jesus ser tão vulgarizado, até mesmo entre os próprios cristãos, isso não invalida de forma nenhuma o Seu imutável poder sobre todos os males que têm atingido a humanidade. Daí porque, dirigido pelo Espírito Santo, o apóstolo Paulo ensina:
“…Deus O exaltou sobremaneira e Lhe deu O Nome que está acima de todo nome, para que ao Nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra…” (Filipenses 2.9-11)
É claro que só participam dos benefícios da autoridade e poder do Nome de Jesus os que têm crido.
Fonte:
  •  https://blogs.universal.org/bispomacedo/2009/09/16/nome-de-deus-parte-i/
  • https://blogs.universal.org/bispomacedo/2009/09/20/nome-de-deus-ii/

O QUE VOCÊ PODE FAZER PELOS MORTOS?

Guarde  seu coração. Não gaste energia lamentando o que passou. Aproveite para fazer o melhor pelo que ainda depende de você, para trazer a salvação os que se encontram perdidos e para de sua própria vida e salvação. 

“Seus oficiais disseram:
— Nós não entendemos isto. Enquanto ele estava vivo, o senhor chorou por ele, jejuou e não comeu; mas, logo que ele morreu, o senhor se levantou e comeu!
 Sim! — respondeu Davi. — Enquanto o ele tinha vida, eu jejuei e chorei porque o SENHOR poderia ter pena de mim e não deixar que ele morresse.
 Mas agora que está morto, por que jejuar? Será que eu poderia fazê-lo viver novamente? Um dia eu irei para o lugar onde ele está, porém ele nunca voltará para mim.” (2 Samuel 12. 21-23)


“O que podemos fazer por nossos entes queridos, devemos fazer enquanto estiverem vivos. Nada podemos fazer nem pelos que estão no céu, nem pelos que estão no inferno, mas hoje temos a oportunidade preciosa de fazer o melhor pelos que ainda estão ao nosso lado.”
Bp Edir Macedo

Os Protestantes protestam contra o que mesmo?

É ate natural dizer por aí de que os protestantes são aqueles que protestam contra a igreja católica romana e suas doutrinas. Tendo em vista o grande símbolo da Reforma ser o dia em que  Martinho Lutero afixou suas 95 teses na porta da catedral de Wittenberg,contradizendo  objetivamente as indulgências praticadas pela igreja. 

 O protesto não foi exatamente contra a igreja católica romana, e sim contra o império e a imposição da religião. Segundo o historiador Philip Schaff diz que o protesto de Espira foi, “objetivamente, baseado na Palavra de Deus, subjetivamente, sobre o direito particular de juízo e consciência e, historicamente, sobre a decisão libertária da Dieta de 1526”. Não foi, então, um protesto contra a igreja católica, mas contra a imposição religiosa por parte do império e em defesa do direito de cada região estabelecer a sua própria religião, em suma, a favor da liberdade religiosa.

É verdade que na Europa do século 16 e até os dias de hoje, as igrejas protestantes são um tanto ambivalentes no que se refere à liberdade religiosa. Ora são perseguidas, ora são perseguidoras.

Mesmo assim, André Biéler, um pastor suíço e doutor em ciências econômicas, escreve que o protestantismo é “um fermento revolucionário, semente de liberdade que libera o homem dos conformismos religiosos, sociais, e políticos e o encoraja a iniciativas benéficas que lhe sugere o Evangelho.” 

Fato é que os protestantes não protestaram exatamente contra a igreja católica, mas contra a imposição religiosa do poder civil e em favor da liberdade religiosa.

 Hoje quinhentos anos depois é possível dizer que vivemos numa sociedade mais religiosamente tolerante? Certamente houve muitos avanços. Embora o protestantismo tenha encontrado no Brasil um campo cristão hostil, sofrido perseguição, enterrado seus mártires, e, mesmo assim, se consolidado com um projeto não só catequético como também social e educacional, trazendo uma contribuição construtiva para a sociedade, se calou e se acanhou muitas vezes quando deveria levantar a voz de seu protesto. Atualmente, anda calado, exceto pelos embates polêmicos populares em redes sociais. É preciso continuar protestando, não em favor dos interesses particulares e estritamente morais ou religiosos, mas em defesa de uma sociedade mais justa e igualitária.

 Notas:
1. Boisset apud Klein, Carlos J. História e pensamento da Reforma. Londrina: Eduel, 2014, p. 41.
2. Schaff, Philip. History of the Christian Church. Vol VIII: Modern Christianity. The Swiss Reformation. Grand Rapids: Christian Classics Ethereal Library, 1998b, p. 548.
3. Schaff, 1998b, p. 154.
4. Schaff, Philip. History of the Christian Church. Vol VII: Modern Christianity. The German Reformation. Grand Rapids: Christian Classics Ethereal Library, 1998a, p. 43.
5. Biéler, A. A força dos protestantes. S. Paulo: Cultura Cristã, 1999, p. 37.
6. Revista Ultimato

Um pouco sobre a Reforma Protestante

Está semana, um movimento muito importante para o Evangelho comemora 500 anos: a Reforma Protestante. Criado então um “antes” e “depois” a maneira como se pensavam sobre a Bíblia.

Liderado por Martinho Lutero, um estudioso da Bíblia que vivia na Alemanha, no século 16. Certo dia, ao meditar sobre trechos do Novo Testamento, Lutero compreendeu um conceito importante: o justo vive pela fé – algo diferente do que era ensinado para as pessoas naquela época. 

Assim destaca a “Bíblia de Estudo da Reforma”,que na edição comemorativa aos 500 anos, que traz um rico e vasto conteúdo relacionado ao legado desse movimento: “Em contraste com o que Lutero aprendeu sobre a Palavra em sua juventude, ele veio a crer que a Palavra não era sem vida e passiva, mas era realmente viva e vivificadora. Ele viu que, por meio de Sua Palavra, Deus agiu para abençoar e guiar a Sua Igreja. Portanto, Lutero viu o Evangelho da Palavra de Deus como um meio de graça.” 

Para o doutor em ciências da religião e secretário de comunicação e ação social da Sociedade Bíblica do Brasil, Erní Walter Seibert, a contribuição desse movimento foi muito ampla para a humanidade: “Quando a Reforma ocorreu, pensava-se que era apenas uma ruptura na Igreja. Mas, com o decorrer do tempo, observou-se que ela teve outras consequências além do aspecto religioso. Esse movimento mudou os cenários político, econômico e cultural de seu tempo. Hoje, ao celebrar os 500 anos da Reforma, praticamente todas as denominações cristãs e mesmo o mundo secular reconhecem a importância do acontecimento.” 

Antes da Reforma Protestante, a Bíblia era reproduzida em latim – uma língua antiga que poucas pessoas sabiam ler – e apenas os pregadores da Igreja Católica tinham acesso às passagens que havia ali. De modo que, os frequentadores das igrejas não podiam interpretar as orientações dos Textos Sagrados por si próprios. 

O homem por trás da Reforma “Martinho Lutero foi um padre agostiniano que, por sua experiência de fé e estudos da Bíblia deu início a uma das maiores revoluções religiosas, culturais e sociais da história. Ele levava a sério o que aprendia no estudo da Bíblia Sagrada e aplicava isso à vida. Começou falando a respeito da prática das indulgências (clemência, misericórdia), mas levou consistentemente a sua mensagem a vários setores da vida do seu tempo. 

O ponto que considerava mais importante em todo o seu trabalho foi ter traduzido a Bíblia Sagrada para a língua do povo”, explica Seibert. Em 1522, Lutero traduziu e publicou uma versão do Novo Testamento por meio de uma tecnologia de impressão que havia na época, chamada “prensa com tipos móveis”. Isso possibilitou uma produção em larga escala do Texto Sagrado, que se espalhou rapidamente pela população da Alemanha. A tradução completa da Bíblia, por Lutero, foi lançada em 1534 e bem recebida pelas pessoas. 

 “O Meu justo viverá pela fé” 

O bispo Edir Macedo esclarece, no livro “O Espírito Santo”: "A História registra o fato de que Martinho Lutero viveu num convento católico, e tudo o que fazia era na intenção de se purificar diante de Deus. Ainda bem não tinha terminado uma tarefa no convento, logo pegava outra, e mais outra, de sorte que o dia inteiro trabalhava duro na lavagem de pratos, chão, roupas. À noite, estudava a Bíblia e orava. Isso aconteceu durante muitos anos, até que, um dia, quando estava lavando a escadaria do convento, o Espírito Santo falou forte ao seu coração: 'Todavia, o Meu justo viverá pela fé...' (Hebreus 10.38). Então ele imediatamente parou de lavar as escadas e disse consigo mesmo: 'Se o justo vive pela fé, então todo o meu sacrifício manual é em vão!' Tempos depois, abandonou definitivamente a Igreja Católica para ensinar ao povo que a Salvação da alma vem pela fé, e não através de penitências pessoais. Daí nasceu o autêntico cristianismo no mundo, quando as pessoas deixaram de lado as obrigações religiosas para viver apenas pela fé naquilo que o Senhor Jesus realizou por aqueles que nEle creem. Se a Salvação das pessoas ocorresse através das obras de caridade, então o Senhor Jesus não precisaria vir a este mundo, bastava apenas ordenar que se fizesse caridade para a Salvação, e pronto. Mas não, a Salvação das pessoas só é possível quando elas aceitam o sacrifício do Senhor Jesus, somente pela fé.” 

A comunidade protestante tem muito que comemorar neste 31 de outubro.

Que Deus nos oriente na fé!

O Livro de Neemias - Série Curiosidades Bíblicas

Como vimos na post anterior da Série Curiosidades Bíblicas os livros de Neemias e Esdras formam um único livro na Bíblia Hebraica. Relatando os acontecimentos entre 538 e 400 a.C. O tema central é a organização da comunidade, que se formou a partir da volta dos judeus exilados na Babilônia.

O título atual do livro é derivado do seu personagem principal, cujo nome aparece em 1.1. A nossa primeira imagem de Neemias é quando ele aparece em seu papel de copeiro na corte de Artaxerxes. Um copeiro que tinha uma posição de grande confiança como conselheiro do rei e a responsabilidade de proteger o rei de envenenamento. Enquanto Neemias, sem dúvida, desfrutava o luxo do palácio, o seu coração estava em Jerusalém, uma pequena cidade nas longínquas fronteiras do império.

A oração, o jejum, as qualidade de liderança, a poderosa eloquência, as habilidades organizacionais criativas, a confiança nos planos de Deus e a rápida e decisiva resposta aos problemas qualificavam Neemias como um grande líder e como um grande homem de Deus. Mais importante ainda: ele deixa transparecer um espírito de sacrifício, cujo único interesse é resumido na sua repetida oração:“Lembra-te de mim pra bem, ó meu Deus!”

Ainda que não tenhamos muita certeza, parece que Neemias contribuiu com parte do material contido no livro que leva o seu nome (caps.1-7; 11-13). Jerônimo, que traduziu a Bíblia ao latim, honrou Neemias ao dar o seu nome ao livro em que aparece como personagem principal.

Neemias significa “O Senhor consola”. A história começa no livro de Esdras e se completa em Neemias. Neemias, que serviu duas vezes como governador da Judéia, deixa a Pérsia para realizar a sua primeira missão no vigésimo ano de Artaxerxes I da Pérsia, que reinou de 465 até 424 aC (2.1). Retorna à Pérsia no trigésimo segundo ano de reinado de Artaxerxes (13.6) e volta novamente para Jerusalém “ao cabo de alguns dias”. Pelo conteúdo do livro, sabe-se que a obra somente pode ter sido escrita algum tempo depois da volta de Neemias da Pérsia para Jerusalém. Talvez a sua redação final tenha sido completada antes da morte de Artaxerxes I em 424 aC; ao contrário, a morte de um monarca tão benigno provavelmente teria sido mencionada em Neemias.

O período histórico coberto pelos livros de Esdras e Neemias é de cerca de 110 anos. O período de reconstrução do templo sob Zorobabel, inspirado pela pregação de Zacarias e Ageu, foi de 21 anos. 60 anos mais tarde, Esdras causou um despertar do fervor religioso e promoveu um ensino adequado sobre o culto no templo. 13 anos depois, Neemias veio pra construir os muros.

E se deparou com uma oposição inesperada. Homens como Sambalate, Tobias e Gesém, o árabe, começaram a se unir para atacar os judeus da reconstrução, além de criar toda sorte de empecilhos para que  a obra não seguisse adiante. Isso não deveria ser uma novidade, pois fazer o que é certo os olhos do SENHOR sempre gerará oposição. Neemias sabia que mesmo que houvesse uma guerra,  o SENHOR lutaria por eles. Crer em Deus é preciso para se vencer as batalhas, porem não significa ficar de braços cruzados, alem de orar é preciso planejar e agir! 

Neemias expressa o lado prático, a vivência diária da nossa fé em Deus. Esdras havia conduzido o povo a uma renovação espiritual, enquanto Neemias era o Tiago do Antigo Testamenteo, desafiando o povo a mostrar a sua fé por meio das obras. 

A primeira seção do livro (caps. 1-7) fala sobre a construção do muro. Era necessário para que Judá e Benjamim continuassem a existir como nação. Durante o período da construção dos muros, os crentes comprometidos, guiados por esse líder dinâmico, venceram a preguiça (4.6), zombaria (2.20), conspiração (3.9)e ameaças de agressão física (4.17). A segunda seção do Livro (caps. 8-10) é dirigida ao povo que vivia dentro dos muros. A aliança foi renovada. Os inimigos que moravam na cidade foram exposto e tratados com muita dureza. Para guiar esse povo, Deus escolheu um home de coração reto e com uma visão clara dos temas em questão, colocou-o no lugar certo no momento certo, equipou-o com o seu Espírito e o enviou pra fazer proezas. Na última seção (caps.11-13), o povo é restaurado à obediência da Palavra de Deus, enquanto Neemias, o leigo, trabalha junto com Esdras, o profeta. Como governador durante esse período, Neemias usou a influência do seu cargo para apoiar a Esdras e exercer uma liderança espiritual. Aqui se revela um homem que planeja sabiamente suas ações (“considerei comigo mesmo no meu coração”) e um homem cheio de ousadia (“contendi com os nobres”) Depois ainda vemos hoje, gente que quer separar, fé da politica!!

O Espírito Santo em Ação

Desde a criação, o Espirito Santo tem sido o braço executivo de Deus na terra. Eliú falou a verdade quando disse a Jó: “O Espírito de Deus na terra me fez” (Jó 33.4). Aqui aparece um padrão constante: é o Espírito de Deus que age para fazer de nos o que Deus quer que sejamos. Ne 2.18 diz: “Então, lhes declarei como a mão do meu Deus me fora favorável.” A mão de Deus, seu modo de agir sobre a terra, é o Espírito Santo.
Neemias, cujo nome significa “O SENHOR conforta”, foi claramente um instrumento do Espirito Santo. Sob o poder do Espirito Santo, certamente se tornou modelo da forma de atuar do Espirito Santo e foi uma dos primeiros cumprimentos dessa memorável profecia.

Objetivo e Fonte:
"O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento...” (Os 4.6)

Conhecer a Bíblia é muito importante para todos nós, especialmente nos momentos mais difíceis de nossas vidas, pois Deus fala conosco por meio de Sua Palavra. O Espírito Santo nos conduz, nos orienta, e quando passamos por tribulações, Ele nos faz lembrar do que está escrito na Bíblia, de uma Palavra de Deus que nos conforte. Mas só nos lembraremos se tivermos conhecimento Dela. Por isso, iniciamos a Série Curiosidades Bíblicas, com objetivo de despertar o interesse no leitor do Blog pelo conhecimento minucioso da Palavra de Deus, na Série Curiosidades Bíblicas utilizamos como base diversos materiais teológicos, dentre eles destacamos Bíblia Apostólica, Edição Pastoral e Casamento Blindado, alem de artigos diversos de teólogos conceituados. A Série Curiosidades Bíblicas não apresenta obrigatoriamente a nossa opinião.

Leia a Bíblia diariamente! Se você ainda não começou, comece agora, não deixe para amanhã. Você verá o quanto isso transformará a sua vida.

Que Deus nos oriente na Fé! 
Ah! Se você gostou do Blog fale dele com outras pessoas, nos ajude a divulgar JESUS SEM HERESIAS. Você também pode contribuir financeiramente para o avanço deste projeto, click aqui e saiba como. 


Natal!! O espanto e o Espetáculo da Graça

Prezados amigos (as)

Sempre que lermos e meditarmos  nos versos que contam a história do nascimento de Jesus, é possível que uma forte sensação de espanto tome conta da gente

Imaginar uma virgem que engravida, um noivo que aceita a condição e permanece fiel, anjos que anunciam o mistério a conhecidos e desconhecidos, os primeiros visitantes são pastores e não familiares, o homem mais poderoso sentindo-se ameaçado por um bebê.

Como pode o próprio Deus vir ao mundo como um frágil ser?! Por que o Rei dos Reis escolheu nascer neste ambiente de tanta simplicidade e pobreza?

Que espanto saber que este garoto é o Cristo, o Messias concedido por Deus para ser nosso! É o Verbo que não tem início nem fim!

É incrível saber que o Menino cresceria, cumpriria sua missão e morreria para nos reconciliar com Deus! Que assombro saber que este bebê nasceu para morrer por mim! E que posso crer, pois Deus me chama a isto!

Mistério, mistério, mistério!
Surpresa, admiração, alegria
Gratidão, gratidão, gratidão!
Por este espetáculo da Graça.

Nesta época que muitos consideram ser tão especial e não apenas nela, mas em todos dias do nosso ser, que o espanto – o bom e santo espanto - seja a tônica em nossos corações. Que o espanto nos prepare para a celebração e adoração do “Verbo feito carne”, do Deus-homem que nasceu, morreu e ressuscitou para salvar o mundo.

Natal e Pinheirinhos!! ? 
O menino e a virgem!!?
25 de dezembro!!??

Isto é:
Semíramis e Ninrode
Isis e Osiris
Fortuna e Júpiter
Maria e o menino Jesus

Todas estas ilustrações não passam de festas pagãs passadas de gerações a gerações.

Na leitura dos escritos sagrados não encontramos a ordem pra se celebrar o nascimento de Cristo pelo contrário os apóstolos e a igreja primitiva receram a ordem e celebravam Sua morte e ressurreição. (1Cor. 11: 24-26; Jo. 13: 14-17).

E para essa celebração não existe data específica no calendário, você pode celebrar agora mesmo e em todos os momentos!!

Vamos celebrar! !
Jesus Cristo está Vivo!

Um abençoado 2016 para você e sua família.

Com estima

De seu amigo Geraldo André.

**Texto adaptado original em revista Ultimato

A Melhor Herança

Em geral quando falamos em herança, pensemos no aspecto financeiro ou cultural, porém é bom lembrar que heranças são legados, ou seja, valores que uma geração transmite a outra. Assim podemos falar em herança de amor, de honestidade, de moralidade e etc.

 A herança que quero deixar não é muito popular mas sem sombra de duvida é a mais importante de todas: a Herança da Fé. Foi essa a herança que Timóteo recebeu de sua mãe Eunice que por sua vez recebeu de sua mãe Lóide. A fé de Lóide chegou até Timóteo e este a transmitiu a tantas pessoas a quem pregou em Éfeso durante seu ministério. (1 Timóteo 1:3).

 A Herança da Fé é o maior patrimônio que alguém pode deixar para seus filhos e netos. Vivemos numa sociedade capitalista onde quase ninguém se importa com a fé, vale lembrar que: “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11:6). Ao deixarmos um legado de fé para nossos filhos contribuímos para que Deus seja glorificado e adorado como Senhor dos povos e nações.

 Que alegria ver meu garoto, decidindo descer as águas e iniciar a caminhada da fé. Conhecer o Senhor Jesus foi a melhor experiencia de minha vida! Que você viva sua própria experiencia com nosso Deus.

 Toda honra, toda gloria ao nosso Deus! Que ELE preserve-o nessa fé sempre! Parabéns Edir Andrey​! A Fé é a melhor e maior herança que posso de dar! Que você leve-a adiante!

 

Que Deus nos oriente na Fé!



Bíblia "amiguinha" esconde o erro do homossexualismo

Site Universal.org divulga matéria e coleta comentários dos internautas sobre o possível lançamento da "Bíblia Gay" no Brasil. 

Leia matéria na integra: 

Já lançada em 2012, nos Estados Unidos, a primeira ‘Bíblia Gay’, que tem na capa uma cruz com as cores do arco-íris – símbolo LGTB –, terá versão similar no Brasil este ano, de acordo com o site do autor do projeto brasileiro, pastor Marvel Souza, responsável pela igreja inclusiva “Cidade de Refúgio”, no Distrito Federal. Na nova “Bíblia Comentada Graça Sobre Graça" (popularmente intitulada como “Bíblia gay”) o diferencial serão os comentários bíblicos pró-LGTB. Defensor do homossexualismo, Marvel já pertenceu a igrejas tradicionais e agora comanda o próprio ministério, ao lado do marido presbítero Raphael Lira. 

A edição publicada quase três anos atrás é descrita no site de compras Amazon.com como “Bíblia rainha James” (Queen James Bible – QJV), aludindo a uma versão contrária da tradicional e conhecida Bíblia “Rei James” (King James Version - KJV), que seria um rei bissexual, conforme os editores do site e reproduzido também pelo jornal norte-americano Huffington Post. Embora o rei tenha se casado com uma mulher, teria tido relações homossexuais, sendo chamado por amigos da corte como ‘rainha James’. 

O site anuncia também que a Bíblia é ideal para ser dada como presente, usada em cerimônias, estudos e para todas as ocasiões. “Você não pode escolher sua sexualidade, mas pode escolher Jesus e agora uma Bíblia também”, sugere os editores.

Ao longo do livro, vários versículos que abordam a homossexualidade foram reescritos. Enquanto a passagem de Levítico 18:22 (KJV) afirma: “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação”. A nova versão QJV aparece alterada; “Não te deitarás com a humanidade como se fosse mulher no templo de Moloque: isso é uma abominação” (pág. 75). 

“A Bíblia Rainha James procura resolver quaisquer interpretações da Bíblia que se refira à homossexualidade. Nós editamos oito versículos de um jeito que seja impossível fazer alguma interpretação homofóbica”, explicou os autores na página do Amazon. 

É aceitável alterar os textos bíblicos? 


Tanto a Bíblia Comentada quanto a Bíblia gay estão sendo repercutidas pelo público cristão ou não.Contudo, no livro de Apocalipse, há um aviso para os que tentarem fazer quaisquer alterações na Bíblia Sagrada: 

Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro”- Apocalipse 22:18.19 

O que você acha sobre essas novas versões da Bíblia? Compartilhe conosco sua opinião nos comentários. Você também pode comentar no Universal.org acessando o link: Bíblia "amigavel gay"

Que Deus nos oriente na Fé!

Como uma política pública se torna um bem comum?

Políticas públicas envolvem conteúdos (o que os governos fazem), causas (por que fazem) e consequências (que diferença isso faz). Dye (1976)

Agora que temos a síntese de políticas públicas , ainda é preciso entender todo o processo, conhecida como ciclo de gestão das políticas públicas. São cinco fases, desde a formação da agenda  onde se define as prioridades, até a etapa de avaliação, que é a última, porem não menos importante do que as demais.

Na prática, todas se interligam e essa separação é apenas para facilitar o entendimento do processo. E todas as cinco fases são de suma importância para o sucesso de uma política pública.

São elementos constitutivos das politicas públicas direta ou indiretamente os seguintes atores: O governo; a sociedade política; as Instituições (regem as decisões, os desenhos e a implementação das políticas); A mídia; O poder  legislativo e o poder judiciário.

Agora sim vamos as cinco fases do processo de formulação de políticas públicas:

1 – Formação da Agenda 
Trata-se da definição do problema, onde um problema é identificado, e possíveis soluções são exploradas em seguida temos a definição de agenda. Muitos esforços são usados para aumentar a visibilidade do problema e possíveis tomadores de decisão. Isso incluem estratégias típicas como: organização da comunidade; educação pública; mídia e comunicações; convocação de interessados; formação de coalizões.  Porém, mesmo que a questão se insira na Agenda de Governo, não significa que será prioritária. Fatores como, vontade política, mobilização popular e a percepção de que os custos de não resolver o problema serão maiores que os custos de resolvê-los é que definiram as prioridades.

2 – Formulação
Com o problema na agenda de governo, é preciso definir as ações que serão adotadas para solucioná-lo. Definindo qual o objetivo da política, que  programa será desenvolvido, e quais as metas a serem alcançadas, o que pode causar a rejeição de várias propostas de ação. Neste contexto, o responsável pela elaboração da política pública deve se reunir com os atores envolvidos (área ou setor) onde ela será implementada em busca de propostas sobre qual seria a melhor alternativa a ser seguida apontando assim o caminho desejado por cada segmento social, auxiliando na escolha e contribuindo com sua legitimidade.

 3 e 4 – Implementação e Monitoramento
Neste momento o planejamento e a escolha são transformados em ações. O corpo administrativo é o responsável pela execução da política, cabe a eles a ação direta, ou seja, a aplicação, o controle e monitoramento das medidas definidas. Durante esse período, a política pode sofrer modificações, dependendo da postura e dos interesses do corpo administrativo. Em muitos casos estas ação apesar de ser de responsabilidade do governo pode ter sua mão de obra  terceirizada . Temos exemplos claros disso nas politicas de saúde e assistência social, onde as OSs e ONGs executam o serviço.

5 – Avaliação
Depois da implementação é importante avaliar a eficácia da politica. As pesquisas e análises são estratégias para avaliar se a política cumpre ou não suas intenções originais. Caso ela não seja bem-sucedida em qualquer nível, usam-se os resultados da avaliação para uma nova fase de definição do problema. O ciclo de vida de uma política começa de novo e continua até que seja criada e implementada com sucesso.

Para tanto, é necessário um planejamento conjunto, envolvendo atores sociais, ou seja membros da sociedade civil organizada, do setor produtivo privado e do poder público. Assim, as fases acima listadas estão o tempo inteiro conectadas.

"...Uma vez as árvores resolveram procurar um rei para elas... — Aí todas as árvores pediram ao espinheiro: “Venha ser o nosso rei.” E o espinheiro respondeu: “Se vocês querem mesmo me fazer o seu rei, venham e fiquem debaixo da minha sombra. Se vocês não fizerem isso, sairá fogo do espinheiro e queimará os cedros do Líbano.”...Será que vocês foram sinceros e honestos quando fizeram de Abimeleque um rei?" (Jz.9.8-16)

Quase sempre a agenda das politicas públicas são definidas durante o pleito eleitoral. Para o bom entendedor, o texto bíblico fala por si mesmo.

Pergunto-me por que há tantos espinheiros no poder ou interessados nele? Observando as grandes organizações, e especialmente a política de modo geral, não da pra ignorar a "batalha" feroz pelo poder. Seja aberta, velada, ou subversiva. O que vemos é muita gente querendo mandar e poucos interessados em produzir e servir.

Isso é generalizado? Os lideres estão sob suspeita? É claro que não!. Ter líderes é necessário e imprescindível. Agora! “líderes-espinheiros” são um desastre terrível para os seus liderados. Infelizmente, a maioria dos espinheiros não tem esse conceito de si mesmo. Essa reflexão, não tem destinatário específico. 
No dia 5 de outubro vamos eleger governantes e legisladores estaduais e federais em todo país, durante a campanha eleitoral todos se parecem com arvores frutificas, pois os marqueteiros são muito bons em maquiar e promover. Mas cabe a nós decidir na hora do voto se queremos espinheiros ou árvores frutíferas liderando sobre nós. 

"Quando os justos governam, o povo se alegra; mas, quando os maus dominam, o povo reclama".(Prov. 29.2)

Pense nisso!!!
Que Deus nos oriente, na Fé!

Eleições!!! Espinheiros ou arvores frutíferas? Quem governará?

"...Uma vez as árvores resolveram procurar um rei para elas... — Aí todas as árvores pediram ao espinheiro: “Venha ser o nosso rei.” E o espinheiro respondeu: “Se vocês querem mesmo me fazer o seu rei, venham e fiquem debaixo da minha sombra. Se vocês não fizerem isso, sairá fogo do espinheiro e queimará os cedros do Líbano.”...Será que vocês foram sinceros e honestos quando fizeram de Abimeleque um rei?" (Jz.9.8-16)

Para o bom entendedor, o texto bíblico fala por si mesmo. Se está na Bíblia não pode ser contestado. Ponto final!

Me pergunto por que há tantos espinheiros no poder ou interessados nele? Observando as grandes organizações,e especialmente a política de modo geral, não da pra ignorar a "batalha" feroz pelo poder. Seja aberta, velada, ou subversiva. O que vemos é muita gente querendo mandar e poucos interessados em produzir e servir.

Semelhantemente Jesus,enfrentou esse problema com seus discípulos. Eles discutiam quem deles tinha a capacidade para mandar nos outros, quem seria o maior. Conhecemos a resposta do mestre: “Não será assim entre vocês. Pelo contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo” (Mateus 20:26). Não é necessário comentar. Apenas uma reflexão sincera.

Isso é generalizado? Os lideres estão sob suspeita? É claro que não!. Ter líderes é necessário e imprescindível. Agora! “líderes-espinheiros” são um desastre terrível para os seus liderados. Infelizmente, a maioria dos espinheiros não tem esse conceito de si mesmo. Essa reflexão, não tem destinatário específico.

O grande líder Moisés aconselhado por seu sogro instituiu lideres de grupos. Para libertar o povo de Israel da escravidão no Egito e conduzi-los a Canaã: “Mas escolha dentre todo o povo homens capazes, tementes a Deus, dignos de confiança e inimigos de ganho desonesto. Estabeleça-os como chefes de mil, de cem, de cinquenta e de dez” (Êxodo 18:21).

Note as características que esses líderes deveriam ter: “...capazes, tementes a Deus, dignos de confiança e inimigos de ganho desonesto”. E dentre essas centenas de líderes, havia muito espinheiro, pois diversas vezes Moisés foi afrontado por eles.

Nem todos são lideres. Deus deu diferentes capacidades a Seus filhos e cada um deve fazer a diferença, mantendo-se dentro das características que lhes foram dadas pelo Senhor. Numa organização, o diretor talvez não saiba operar um simples equipamento de produção, mas tem a capacidade de motivar o operador a fazer um de trabalho de excelente qualidade. Se as posições se inverterem, o desastre é certo. Como disse o apóstolo Paulo, cada um permaneça naquilo que foi chamado (1Co 7:24).

Amigos quer enaltecer os bons líderes, aqueles que continuam sendo as árvores frutíferas da parábola e conduzem seus liderados sem deixar de produzir seu próprio fruto de excelente qualidade. Em minha jornada de trabalho fui liderado muitas vezes por companheiros que realmente seguiam as orientações de Jesus. Eram verdadeiros servos. Foi um privilégio e uma bênção trabalhar ao seu lado. Não vou aqui citar nomes mas agradeço a Deus por eles. Também tive espinheiros como chefes. Quem não os teve? Minha esperança e meu desejo é que eles sejam transformados pelo Espírito Santo e que se tornem verdadeiros servos de Jesus.

No dia 5 de outubro vamos eleger governantes e legisladores estaduais e federais em todo país,durante a campanha eleitoral todos se parecem com arvores frutificas,pois os marqueteiros são muito bons em maquiar e promover. Mas cabe a nós decidir na hora do voto se queremos espinheiros ou arvores frutíferas liderando sobre nós.

"E Jotão continuou: — Será que vocês foram sinceros e honestos quando fizeram de Abimeleque um rei?" Meus amigos sejam sinceros na hora de escolher seus representantes para o Congresso Nacional, Assembleias Legislativas, Governos Estaduais e Presidência  da República de nosso país, optem por homens que tem compromisso com a verdade,com o evangelho e com a sociedade em geral.

"Quando os justos governam, o povo se alegra; mas, quando os maus dominam, o povo reclama". Prov. 29.2

Pense nisso!!!

Que Deus nos oriente,na Fé!

O que há por trás das festas juninas?

 Inicialmente realizados pelos adeptos do paganismo, os festejos de junho conservam indícios de feitiçaria

As populares festas juninas envolvem diferentes formas de celebração, de acordo com o país. No Brasil, são voltadas para os personagens bíblicos Pedro e João Batista, tidos como santos, assim como o “canonizado” frade português Antônio de Lisboa, que viveu na virada dos séculos 12 e 13. Aqui, as festas não seguem exatamente os dias voltados para eles nos calendários, mas abrangem os meses de junho e julho. Porém, a devoção aos “santos” perdeu campo, e a temática rural é o maior foco, com vestimentas e comidas típicas do interior.


A origem das festas estaria nas celebrações pagãs do solstício de verão – quando a incidência solar medida a partir da linha do Equador (ou seja, a claridade, o “dia”) é a maior do ano –, simbolicamente o início “oficial” do verão e, portanto, o início da época de plantio. Como o solstício coincide com as datas voltadas aos “santos”, o sincretismo religioso se apoderou da festa com o pretexto de celebrá-los, na Idade Média.


A palavra “junina” remete à deusa pagã Juno, que a Igreja Católica adaptou para “joanina”, relativa a João. Hoje, se fala “junina” por muitos usarem a palavra relativa ao mês de junho.


Por muitos cristãos, as festas são vistas como idólatras, enquanto outros consideram que não se desligaram da origem pagã, sobretudo pelas crendices que remetem à feitiçaria, como as chamadas “simpatias”.


Não só as festas dos “dias de santos” estão no contexto junino. No Brasil, 12 de junho, o Dia dos Namorados, foi instituído na véspera do Dia de Santo Antônio, tido pelos seus adeptos com o “santo casamenteiro” – assim como os namorados do Hemisfério Norte a atrelaram ao dia de São Valentim, 14 de fevereiro. Só que, nem para a Igreja Católica, Valentim é um santo oficial, pois não há dados suficientes para comprovar se sua história é real – a de um bispo que realizava casamentos secretamente em uma época em que eram proibidos pelo imperador romano Cláudio II, no século III. Muitas são as “simpatias” para se conseguir um cônjuge nessas datas. Dessa forma, é compreensível que muitos não separem as festas juninas do paganismo.


Fogo e danças

Ligadas ou não ao catolicismo sincrético, as fogueiras que os pagãos acendiam para a festa do solstício permaneceram em várias culturas, ainda que hoje não tenham mais tanto sentido católico ou pagão para muitos, como a festa do Halloween. As imensas fogueiras da festa de Midsummer (meio-verão) são bastante presentes (principalmente em margens de rios, lagos ou praias oceânicas) no Norte da Europa, em países como Suécia, Noruega, Lituânia, Letônia, Finlândia, Estônia e Dinamarca, da mesma forma que outras nações europeias, a exemplo do Reino Unido, Irlanda, Galícia, Espanha, França, Itália, Malta, Portugal, Polônia, Rússia e Ucrânia. A colonização anglo-saxã levou o costume para países como Estados Unidos, Canadá (onde os festejos se misturam à data máxima da província francófona do Quebec, em 24 de junho) e Austrália.


No solstício de inverno, as pessoas faziam um percurso em grupo, em filas, portando tochas, com as quais acendiam a fogueira – de onde teria vindo o costume das procissões com velas acesas. Para eles, o fogo afugentava os maus espíritos. Daí também teriam vindo as lanternas coloridas de papel.


A Igreja Católica medieval tentou se apoderar das fogueiras usando-as como um símbolo pseudocristão. Criaram a tradição com base em uma lenda em que Isabel, prima de Maria, mandou acender uma fogueira no alto de uma montanha para avisar a mãe de Jesus que engravidara (de João Batista).


Quando os colonizadores portugueses trouxeram os festejos juninos para cá, incluíram a tradição dos fogos de artifício (para “acordar” João Batista) e os balões (que levavam pedidos ao céu). No Brasil, a prática de soltar balões é oficialmente proibida, pelos sérios riscos de incêndio – ainda assim, muitos contrariam a lei e causam desde sérios prejuízos materiais a graves ferimentos, ou até mortes.


As danças, por sua vez, têm origem tanto nas coreografias pagãs, para adorar falsos deuses, quanto na dança de salão francesa quadrille (de onde vem seu equivalente em português, “quadrilha”), uma evolução da antiga contradança – que deriva de danças inglesas de camponeses (mais uma vez a ligação com a lavoura). Como hábitos franceses eram um grande interesse dos portugueses e foram amplamente difundidos na corte brasileira a partir da vinda de D. João VI, a quadrilha se popularizou por aqui, fundindo-se a danças e ritmos brasileiros – na Bahia, ganhou até o espantoso apelido de “Baile Sifilítico”, pela tradição de prostitutas na dança.


A famosa “dança do mastro”, realizada em vários países e com uma variante bem popular na Suécia, tem, para alguns estudiosos, uma conotação fálica (comum a rituais de fertilidade do paganismo), com os dançarinos dando voltas ao redor do objeto.


A comida era distribuída em grande quantidade de propósito, para inspirar a fartura desejada nas lavouras, e muitos estudiosos defendem que parte dela era consagrada às falsas divindades – como ainda hoje é feito por adeptos do ocultismo.


Bruxaria velada

Muita gente conhece uma prática bem estranha da época junina: a de se colocar uma imagem de Santo Antônio de cabeça para baixo (às vezes enterrada ou submersa em água), como que a torturar o personagem até que ele arranje um casamento para o “torturador”.


Outro costume dos antigos pagãos perdurou em algumas regiões brasileiras: o de esfregar cinzas já frias das fogueiras juninas no corpo para a cura de doenças. Muita tradição e nenhuma comprovação científica.


Os adeptos do chamado “neopaganismo” realizam celebrações bem parecidas com as festas pagãs originais, inclusive com a fogueira e as danças.


Perigo espiritual?


As informações acima só mostram que as origens dos festejos hoje tão realizados em paróquias católicas (as chamadas “quermesses”, para angariar fundos) e até mesmo em instituições seculares, como escolas e clubes, mesmo que muitos pensem ser inocentes, não têm origem verdadeiramente cristã, nem mesmo para os católicos. Na ânsia de atrair os pagãos para a “catequização”, a Igreja Romana se apoderou das festas para falsos deuses, já que não conseguia proibi-las. Mesmo que hoje as festas não tenham uma ligação tão explícita com a religião, cabe a cada um pensar sobre o costume.


“E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as.


Porque o que eles fazem em oculto, o só referir é vergonha.


Mas todas as coisas, quando reprovadas pela luz, se tornam manifestas; porque tudo que se manifesta é luz.


Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará.


Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus.


Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor.”


(Efésios 5:11-17)

Redação Arca Universal

redacao@arcauniversal.com.br
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